quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

arte por toda parte


"A rua não tem dublê", Os Gêmeos (obra e pensamento)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

La femme




"Vê os meus pés no espelho? Gosta deles? E dos meus joelhos, você gosta? E das minhas coxas? Dos meus ombros? E da minha cara? Toda? Da minha boca, dos meus olhos, do meu nariz, das minhas orelhas? Então você me ama totalmente."(Brigitte Bardot em O desprezo de Jean-Luc Godard)

Confira...
Exposião de fotos de Marcello Geppetti, até 23/12, na Galeria Lourdina Jean Rabieh (al. Gabriel Monteiro da Silva, 147, São Paulo - SP).

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Não perca


Na edição da Revista do Correio Braziliense, dia 6 de dezembro, um especial com matérias, bazar e editoriais de Natal. Para quem ainda tem dúvidas do que dar (ou não dar) de presente, a publicação é uma boa pedida. Ah...ainda há deliciosas receitas para a família e os queridos totós. Um barato!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

como antigamente

guarde um pra mim....

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Na onda verde...




Lançamento


Longe de ser mais uma publicação “ecochata”, O livro verde (Ed. Sextante) traz dicas de como ajudar o planeta sem recorrer as mesmas situações clichê. Pesquisadores na área ambiental, os autores Elizabeth Rogers e Thomas M. Kostigen tiveram apoio de um time de estrelas de Hollywood nessa causa. Robert Redford, Cameron Diaz e Jennifer Aniston dão seus depoimentos. No vocabulário, reduzir, reutilizar e reciclar são os três verbos fundamentais para uma mudança saudável de hábitos. Confira algumas dicas dos autores:

>> Prefira notebooks a desktops. A produção deles requer menos matéria e energia e seu consumo anual é 220 kWh menor;
>> Mantenha os pneus calibrados. Eles vão durar mais e o rendimento do combustível será maior;
>> Substitua o extrato bancário impresso pela consulta on-line e envie convites por e-mail.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

às estrelas, com amor



Sinto algo que resvala emoção.
É como se fosse feita de substância etérea.
Algo que não posso controlar e que me faz chorar.
Choro porque me sinto tão viva.
Sinto o sangue correndo pelo corpo,
unha encravada no dedão direito,
um inoportuno cílio no olho esquerdo.
Sem essa dor não vivo e vivendo choro a dor.

Minha insegurança se arma com medo de tudo que é desconhecido.
Não vou culpar os entorpecentes da alma, porque se o choro existe
mais cedo ou mais tarde deverá ser compartilhado.
Mas contigo, o dia é mais amarelo,
a noite mais azulada
e o choro se cristaliza.

Tenho sonhos: eu e você...
Uns me fazem acordar para dentro, outros me escondem do que está fora.
Falta pouco, meu amor.
Falta pouco tempo para que eu desabroche nua de espinhos.
Talvez seja essa a beleza que você viu em mim:
a do diamante bruto a ser lapidado.
Em ti, já vejo a pedra preciosa pronta.

Decifra-me ou te devoro!

E assim, cada dia é mistério de morte, vida, morte e vida
Não não há nada que não brilhe no céu que não tenha um pouco de choro e de amor.

Somos feitos de pó de estrelas...

Cuide-se...



sexta-feira, 26 de junho de 2009

Man in the mirror


Michael Jackson

I'm gonna make a change, for once in my life
It's gonna feel real good,
gonna make a diference
Gonna make it right...
As I, turn up the collar on
my favorite winter coat
This wind is blowing my mind
I see the kids in the streets,
with not enought to eat
Who am I to be blind?
Pretending not to see their needs
A summer disregard, a broken bottle top
And a one man soul
They follow each other on the wind ya' know'
Cause they got nowhere to go
That's why I want you to know
I'm starting with the man in the mirror
I'm asking him to change his ways
And no message could have been any clearer
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself, and then make a change

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Elisa Poesia Lucinda








Trabalhando na editoria de cultura do Caderno Brasília, jornal Hoje em Dia, tenho a oportunidade de conhecer pessoas fantásticas. Com elas aprendo que na burocracia de todo o dia, há beleza a ser capturada como fotografias. A atriz e escritora Elisa Lucinda é uma dessas personagens de ficção que parecem saltar de uma tela para te conduzir pela paleta de cores dos versos. Viu? Só de falar sobre ela, me dá vontade de brincar com a palavra escrita.


Por causa de Elisa Lucinda, vi a poesia tomar forma em corpo e música. A poeisa falada transborda emoção... Sentir cada rima, construção frasal, subordinadas "insubordinadas" é percorrer um caminho subversivo ao olhar dos mais eruditos. É ela quem tira meu sono todas noites: Elisa Poesia Lucinda.




Bate-bola com Elisa Lucinda




MJ. A poesia está morrendo entre os jovens? A salvação está na poesia falada?

EL. A fala pode salvar a poesia, mas ela não morrerá nunca! Existe uma fonte natural da poesia, que nasce da paixão. Todo apaixonado é poeta. Como não está previsto que a paixão vai morrer...(risos) Acho que o jeito de falar a poesia precisa alcançar o sotaque na coloquialidade, da conversa. E aí, atingindo isso, ela conseguirá ser mais popular. Não acho que seja para poucos. Ela é para muitos: é pura filosofia de varejo!

MJ. Como é o trabalho da Escola Lucinda de Poesia
EL. Este trabalho tem a Casa Poema. Trabalhamos com pessoas que querem viver mais de perto a poesia. Formamos e capacitamos professores de escolas públicas principalmente, para levarem a poesia às salas de aula. Quem leva a poesia para as crianças? Os pais, dificilmente, um tio veado, quem sabe?! Mas o cara que tá na ponta é o professor. Ele tem que falar poesia com potencial de aventura, romance...Se ele conseguir fazer isso, a criança não vê a hora passar. A literatura é um ingresso barato para o mundo, e portanto temos a poesia falada desse jeito para atingirmos um maior número de leitores e autores.

MJ. Você costuma "prescrever" poemas para seus amigos. Como funciona o pronto-socorro poético?
EL. A idéia nasceu no meu cotidiano, para meus amigos, amores, pessoas que me circundam. Como sei poemas de muitos outros autores, às vezes a pessoa me conta a história da vida dela e eu conto um poema. Logo a pessoa fica curada (risos). É algo da filosofia de varejo. Receito poesia para quem está dodói e quer resgatar a subjetividade. A poesia é uma charada...elas está nas folhinhas do dia-a-dia, nos provérbios...mas editorialmente ela não é considerada um best-seller. E olha que tem gente que vive de poesia como se fosse um oráculo. Não dá para emprestar um livro de poesia, é como um livro sagrado: você vai precisar dele amanhã para "rezar". É assim que vejo a poesia.

MJ. Amor, rotina, injustiças sociais. Como estes e outros assuntos são abordados na sua poesia? E como é seu processo criativo?
EL. Meu processo criativo não tem disciplina. Enquanto converso com você, na minha casa em Itaúnas (ES), vim para a varanda esperar a primeira estrela do crepúsculo. Talvez vire literatura, talvez não. Mas a literatura é um testemunho da minha vivência, das minhas mudanças, medos, amor. Essa é a função do poeta: falar da emoção por todos que não podem traduzir por não terem o repertório poético. Nós, poetas, prestamos um serviço.


Fico interessado? Basta acessar o site http://www.escolalucinda.com.br/ . Se estiver no rio ou em sp, dá para ter umas aulinhas na Casa Poema. Bem que podia ter uma em cada esquina do mundo...